CAPTULO 22

- nota da ledora: fotografia de vista de estrada de ferro, onde vemos duas mos se 
segurando na  porta, e os trilhos e vegetao do lado de fora do trem. Pelo ngulo 
da foto, percebe-se que a mesma foi tirada de dentro do trem. Ao lado, o texto: 
Trago as mos calejadas de vida, e nelas sinto, indiferente, unhas crescendo 
passageiras. - mais abaixo, o mesmo texto em ingles: I bring in my hands, marks 
of handened life and in them I feel, unconcernedly, these nails fleetingly 
developing. - fim da nota.   
ORAES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
Neste captulo, voc comear a estudar a sintaxe do perodo composto. Poder 
observar os processos sintticos da subordinao e da coordenao, os tipos de 
oraes subordinadas e, mais detalhadamente, as oraes subordinadas 
substantivas. No poema acima, ocorrem duas  oraes  coordenadas ("Trago as 
mos caiejadas de vida / E nelas sinto, indiferente, unhas") e uma subordinada 
("crescendo passageiras.").
O estudo do perodo composto consiste fundamentalmente em investigar as 
relaes que se estabelecem entre oraes que pertencem a um mesmo perodo. 
Neste captulo, voc ver que as oraes que atuam sintaticamente como um 
substantivo so  chamadas de oraes subordinadas substantivas.


 CAPTULO  22
ORAES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
411



1 CONCEITO BSICO 

Voc j sabe que perodo  uma frase organizada em oraes. J sabe tambm 
que no perodo simples existe apenas uma orao, chamada absoluta, e que no 
perodo composto existem duas ou mais oraes. Essas oraes podem se 
relacionar por meio de dois processos sintticos diferentes: a subordinao e a 
coordenao .
Na subordinao, um termo atua como determinante de um outro termo. Essa 
relao se verifica, por exemplo, entre um verbo e seus complementos: os 
complementos so determinantes do verbo, integrando sua significao. 
Consequentemente, o objeto direto e o objeto indireto so termos subordinados 
ao verbo, que  o termo subordinante. Outros termos subordinados da orao 
so os adjuntos adnominais (subordinados ao nome que caracterizam) e os 
adjuntos adverbiais (subordinados geralmente a um verbo).
No perodo composto, considera-se subordinada a orao que desempenha 
funo de termo de outra orao, o que equivale a dizer que existem oraes que 
atuam como determinantes de outras oraes. Observe:
Percebeu que os homens se aproximavam.

Esse perodo composto  formado por duas oraes: a primeira estruturada em 
torno da forma verbal percebeu; a segunda, em torno da forma verbal aproximavam. 
A anlise da primeira orao permite constatar de imediato que seu verbo  
transitivo direto (perceber algo). O complemento desse verbo , no caso, a orao 
"que os homens se aproximavam" . Nesse perodo, a segunda orao funciona 
como objeto direto do verbo da primeira. Na verdade, o objeto direto de percebeu  
"que os homens se aproximavam".

A orao que cumpre papel de um termo sinttico de outra  subordinada; a orao 
que tem um de seus termos na forma de orao subordinada  a principal. No caso 
do exempIo dado, a orao "Percebeu"  principal; "que os homens se 
aproximavam" e orao subordinada. Diz-se, ento, que esse perodo  composto 
por subordinao.

Ocorre coordenao quando termos de mesma funo sinttica so relacionados 
entre si. Nesse caso, no se estabelece uma hierarquia entre esses termos, pois 
eles so sintaticamente equivalentes. Observe:
Brasileiros e portugueses devem agir como irmos.
Nessa orao, o sujeito composto "brasileiros e portugueses", adjetivos 
substantivados, apresenta dois ncleos coordenados entre si: os dois 
substantivos desempenham um mesmo papel sinttico na orao.

No perodo composto, a coordenao ocorre quando oraes sintaticamente 
equivalentes se relacionam. Observe:
Comprei o livro, li os poemas e fiz o trabalho.
Nesse perodo, h trs oraes, organizadas a partir das formas verbais comprei, li 
e fiz. A anlise dessas oraes permite perceber que cada uma delas  
sintaticamente independente

CAPTULO 22
ORAES SUBDRDINADAS SUBSTANTIVAS
412


das demais: na primeira, ocorre um verbo transitivo direto (comprar) 
acompanhado de seu respectivo objeto direto ("o livro"); na segunda, o verbo ler, 
tambm transitivo direto, com o objeto direto "os poemas"; na terceira, outro 
verbo transitivo direto, fazer, com o objeto direto "o trabalho". Nenhuma das trs 
oraes desempenha papel de termo de outra. So oraes sintaticamente 
independentes entre si e, por isso, coordenadas. Nesse caso, o perodo  
composto por coordenao. Note que a ordem das oraes  fixada por uma 
questo semntica e no sinttica (os fatos indicados pelas oraes obedecem  
ordem cronolgica).
Existem perodos compostos em que se verificam esses dois processos de 
organizao sinttica, ou seja, a subordinao e a coordenao. Observe:
Percebi que os homens se aproximavam e sa em desabalada carreira.
Nesse perodo, h trs oraes, organizadas respectivamente a partir das formas 
verbais percebi, aproximavam e sai.
A orao organizada em torno de percebi tem como objeto direto a orao "que os 
homens se aproximavam" (perceber algo); "que os homens se aproximavam", 
portanto,  orao subordinada a percebi. Entre as oraes organizadas em torno 
de percebi e sa, a relao  de coordenao, j que uma no desempenha papel 
de termo da outra. O perodo  composto por coordenao e subordinao.

ATIVIDADES 

1. Nas oraes seguintes, indique se os termos destacados so subordinados ou 
coordenados e explique por qu.
a) (O presidente e o governador) iro  Europa.
b) (Hoje) no ser possvel circular (pelo centro da cidade).
c) Considero o filme (brilhante, profundo, revolucionrio).
d) Queremos (o pas civilizado e o povo mais feliz).
e) (Cinema, futebol, boa conversa, nada) o animava.
2. Observe os perodos compostos seguintes e indique os processos sintticos 
pelos quais as oraes se relacionam.
a) Ningum sabe se ela vai aceitar o convite.
b) Informe aos presentes que a reunio ser cancelada.
c) V ao banco, pague as contas e traga os comprovantes.
d) V ao banco, pague as contas e prove a todos que voc  capaz de honrar 
seus compromissos.

 CAPTULO  22 
ORAES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
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2 TIPOS DE ORAES SUBORDINADAS

As oraes subordinadas se dividem em trs grupos, de acordo com a funo 
sinttica que desempenham e a classe de palavras a que equivalem. Podem ser 
substantivas, adjetivas ou adverbiais. Mais uma vez, valem os conceitos 
morfossintticos, que, como voc j sabe, combinam a morfologia e a sintaxe. 
Para notar as diferenas que existem entre esses trs tipos de oraes, tome 
como base a anlise de um perodo simples:
S depois disso percebi a profundidade das palavras dele.
Nessa orao, o sujeito  eu, implcito na terminao verbal. "A profundidade das 
palavras dele"  objeto direto da forma verbal percebi. O ncleo do objeto direto  
profundidade. Subordinam-se ao ncleo desse objeto os adjuntos adnominais a e 
"das palavras dele". No adjunto adnominal "das palavras dele", o ncleo  o 
substantivo palavras, ao qual se prendem os adjuntos adnominais as e dele. "S 
depois disso"  adjunto adverbial de tempo.

 possvel transformar a expresso "a profundidade das palavras dele", objeto 
direto, em orao. Observe:
S depois disso percebi que as palavras dele eram profundas.
Nesse perodo composto, o complemento da forma verbal percebi  a orao "que 
as palavras dele eram profundas". Ocorre aqui um perodo composto por 
subordinao, em que uma orao desempenha a funo de objeto direto do 
verbo da outra. O objeto direto  uma funo substantiva da orao, ou seja,  
funo desempenhada por substantivos e palavras de valor substantivo. E 
natural, portanto, que a orao subordinada que desempenha esse papel seja 
chamada de orao subordinada substantiva.

Pode-se tambm modificar o perodo simples original transformando em orao o 
adjunto adnominal do ncleo do objeto direto, profundidade. Observe:
S depois disso percebi a profundidade que as palavras dele continham.
Nesse perodo, o adjunto adnominal de profundidade passa a ser a orao "que as 
palavras dele continham". Voc j sabe que o adjunto adnominal  uma funo 
adjetiva da orao, ou seja,  funo exercida por adjetivos, locues adjetivas e 
outras palavras de valor adjetivo. E por isso que so chamadas de subordinadas 
adjetivas as oraes que, nos perodos compostos por subordinao, atuam 
como adjuntos adnominais de termos das oraes principais.

Outra modificao que podemos fazer no perodo simples original  a 
transformao do adjunto adverbial de tempo em uma orao. Observe:
S quando cai em mim, percebi a profundidade das palavras dele.
Nesse perodo composto, "s quando ca em mim"  uma orao que atua como 
adjunto adverbial de tempo do verbo da outra orao. O adjunto adverbial  uma 
funo adverbial da orao, ou seja,  funo exercida por advrbios e locues 
adverbiais. Portanto, so chamadas de subordinadas adverbiais as oraes que, 
num perodo composto por subordinao, atuam como adjuntos adverbiais do 
verbo da orao principal.

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ORAES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
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- nota da ledora: propaganda da revista playboy, comemorando o prmio 
colunista do ano de So Paulo, com uma folha em branco, e apenas o texto em 
letras pretas: - A gente nem tem roupa para receber o prmio. - juntamente com o 
coelhinho, logotipo da Playboy. - fim da nota. 
"para receber o prmio." e, quanto  forma, uma oraao subordinada adverbial 
reduzida, pois apresenta o verbo numa forma nominal (no caso, o infinitivo) e no  
introduzida por conjuno ou pronome relativo.

 fcil perceber, assim, que a classificao das oraes subordinadas decorre da 
combinao da funo sinttica que exercem com a classe de palavras que re-
presentam, ou seja,  a morfossintaxe que determina a classificao de cada 
orao subordinada. So subordinadas substantivas as que exercem funes 
substantivas (sujeito, objeto direto e indireto, complemento nominal, aposto, 
predicativo). So subordinadas adjetivas as que exercem funes adjetivas 
(atuam como adjuntos adnominais). So subordinadas adverbiais as que exercem 
funes adverbiais (atuam como adjuntos adverbiais, expressando as mais vari-
adas circunstncias).

Quanto  forma, as oraes subordinadas podem ser desenvolvidas ou reduzidas.
Observe: 
Suponho que seja ela a mulher ideal.
Suponho ser ela a mulher ideal.
Nesses dois perodos compostos h oraes subordinadas substantivas que 
atuam como objeto direto da forma verbal suponho. No primeiro perodo, a orao 
 "que seja ela a mulher ideal". Essa orao  introduzida por uma conjuno 
subordinativa (que) e apresenta uma forma verbal do presente do subjuntivo 
(seja). Trata-se de uma orao subordinada desenvolvida. Assim so chamadas as 
oraes subordinadas que se organizam a partir de uma forma verbal do modo 
indicativo ou do subjuntivo e que so introduzidas, na maior parte dos casos, por 
conjuno subordinativa ou pronome relativo.
No segundo perodo, a orao subordinada "ser ela a mulher ideal" apresenta o 
verbo numa de suas formas nominais (no caso, infinitivo) e no  introduzida por 
conjuno subordinativa ou pronome relativo. Justamente por apresentar uma 
pea a menos em sua estrutura, essa orao  chamada de reduzida. As oraes 
reduzidas apresentam o verbo numa de suas formas nominais (infinitivo, 
gerndio ou particpio) e no apresentam conjuno ou pronome relativo (em 
alguns casos, so encabeadas por preposies).


 CAPTULO  22
ORAES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
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ATIVIDADES 

Transforme os perodos simples seguintes em perodos compostos por 
subordinao, substituindo os termos destacados por oraes que de 
sempenhem a mesma funo sinttica.
a) Sugeri ao prefeito (a suspenso da cobrana do imposto).
b) Lembro com saudade os bons momentos (da infncia).
c) (Apesar da existncia de provas incontestveis), o ru foi absolvido.
d) Ningum quer que se chegue a uma crise (insupervel).
e) Pedi a (liberao de mais recursos).
f) (Durante o dia), nada foi feito.

3 ESTUDO DAS ORAES SUBOORDINADDAS SUBSTANTIVAS

Como voc j viu, as oraes subordinadas substantivas desempenham funes 
que no perodo simples normalmente so desempenhadas por substantivos. As 
oraes substantivas podem atuar como sujeito, objeto direto, objeto indireto, 
complemento nominal, predicativo e aposto. Por isso so chamadas, 
respectivamente, de subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas 
nominais, predicativas e apositivas. Essas oraes podem ser desenvolvidas ou 
reduzidas. As desenvolvidas normalmente se ligam  orao principal por meio das 
conjunes subordinativas integrantes que e se. As reduzidas apresentam verbo 
no infinitivo e podem ou no ser encabeadas por preposio.

Subjetivas

As oraes subordinadas substantivas subjetivas atuam como sujeito do verbo 
da orao principal. Observe:
 fundamental o seu comparecimento  reunio. 
 fundamental que voc comparea  reunio.
 fundamental voc comparecer  reunio.
O primeiro perodo  simples. Nele, "o seu comparecimento  reunio"  sujeito da 
forma verbal . Na ordem direta  mais fcil constatar isso: "O seu 
comparecimento  reunio  fundamental". Nos outros dois perodos, que so 
compostos, a expresso "o seu comparecimento a reunio" foi transformada em 
orao ("que voc comparea a reunio" e "voc comparecer  reunio"). Nesses 
perodos, as oraes destacadas so subjetivas, j que desempenham a funo 
de sujeito da forma verbal . A orao "voc comparecer  reunio", que no  
introduzida por conjuno e tem o verbo no infinitivo,  reduzida.

CAPTULO 22
ORAES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
416

Quando ocorre orao subordinada substantiva subjetiva, o verbo da orao 
principal sempre fica na terceira pessoa do singular. As estruturas tpicas da 
orao principal nesse caso so:
a) verbo de ligao + predicativo -  bom...,  conveniente...,  melhor...,  claro..., 
est comprovado..., parece certo..., fica evidente..., etc. Observe os exemplos:
 preciso que se adotem providncias eficazes. 
Parece estar provado que solues mgicas no funcionam.
b) verbo na voz passiva sinttica ou analtica - sabe-se..., soube-se..., comenta-
se..., dir-se-ia..., foi anunciado..., foi dito..., etc. Exemplos:
Sabe-se que o pas carece de sistema de sade digno. 
Foi dito que tudo seria resolvido por ele.

c) verbos como convir, cumprir, acontecer, importar, ocorrer, suceder, parecer, constar, 
urgir, conjugados na terceira pessoa do singular. Exemplos:
Convm que voc fique.
Consta que ningum se interessou pelo cargo.
Parece ser ela a pessoa indicada.
- nota da ledora: anncio de campanha contra as drogas, apresentando um 
grande quadro negro e, dentro dele, um quadro bem pequeno, a ponto de no se 
conseguir ler, com uma seta que o destaca e  o coloca em evidncia do lado de 
fora, do grande quadro negro, onde podemos ler, em destaque: - Quem usa 
drogas experimenta novas sensaes. Solido, angstia e depresso, por 
exemplo. - fim da nota. 
Muitos autores consideram que o relativo quem deve ser desdobrado em "aquele que" 
(como j vimos na pgina 295). Tem-se, assim, um relativo (que), que introduz orao 
adjetiva. Outros autores preferem entender que "Quem usa drogas"  o efetivo sujeito 
de experimenta. Esta nos parece a melhor soluo.

CAPTULO 22 
ORAES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
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Objetivas diretas
As oraes subordinadas substantivas objetivas diretas atuam como objeto 
direto do verbo da orao principal:
Todos querem que voc comparea.
Suponho ser o Brasil o pas de pior distribuio de renda no mundo.
Nas frases interrogativas indiretas, as oraes subordinadas substantivas 
objetivas diretas podem ser introduzidas pela conjuno subordinativa integrante 
se e por pronomes ou advrbios interrogativos. Observe:
Ningum sabe / se ela aceitar a proposta. / como a mquina funciona. / onde fica o 
teatro. / quanto custa o remdio. / quando entra em vigor a nova lei. / qual  o 
assunto da palestra.
Com os verbos deixar, mandar, fazer (chamados auxiliares causativos) e ver, sentir, 
ouvir, perceber (chamados auxiliares sensitivos) ocorre um tipo interessante de 
orao subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. Observe:
Deixe-me repousar.
Mandei-os sair.
Ouvi-o gritar.
Nesses casos, as oraes destacadas so todas objetivas diretas reduzidas de 
infinitivo. E, o que  mais interessante, os pronomes oblquos atuam todos como 
sujeitos dos infinitivos verbais. Essa  a nica situao da lngua portuguesa em 
que um pronome oblquo pode atuar como sujeito. Para perceber melhor o que 
ocorre, convm transformar as oraes reduzidas em oraes desenvolvidas:
Deixe que eu repouse.
Mandei que eles sassem.
Ouvi que ele gritava.
Nas oraes desenvolvidas, os pronomes oblquos foram substitudos pelas 
formas retas correspondentes.  fcil perceber agora que se trata, efetivamente, 
dos sujeitos das formas verbais das oraes subordinadas.

Objetivas indiretas

As oraes subordinadas substantivas objetivas indiretas atuam como objeto 
indireto do verbo da orao principal:
Duvido de que esse prefeito d prioridade s questes sociais.
Lembre-se de comprar todos os remdios.

CAPTULO 22
ORAES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
418

Completivas nominais


As oraes subordinadas substantivas completivas nominais atuam como 
complemento de um nome da orao principal:
Levo a leve impresso de que j vou tarde.
Tenho a impresso de estar sempre no mesmo lugar.
Observe que as objetivas indiretas integram o sentido de um verbo, enquanto as 
completivas nominais integram o sentido de um nome. Para distinguir uma da 
outra,  necessrio levar em conta o termo complementado. Essa , alis, a 
diferena entre o objeto indireto e o complemento nominal: o primeiro 
complementa um verbo; o segundo, um nome. Nos exemplos dados acima, as 
oraes subordinadas complementam o nome impresso.

Predicativas
As oraes subordinadas substantivas predicativas atuam como predicativo do 
sujeito da orao principal:
A verdade  que ele no passava de um impostor.
Nosso desejo era encontrares o teu caminho.

Apositivas

As oraes subordinadas substantivas apositivas atuam como aposto de um 
termo da orao principal:
De voc espero apenas uma coisa: que me deixe em paz.
S resta uma alternativa: encontrar o remdio.

- nota da ledora: quadro de destaque na pgina: 
Observao:
Num perodo composto, [e normal que um conjunto de oraes subordinadas 
substantivas crie uma unidade sinttica e semntica. Verifique o que ocorre no 
seguinte perodo: 
 fundamental que voc demonstre que  favorvel a queo o contratem . 

Qual o sujeito da forma verbal ?  Responder a essa pergunta equivale a dizer o 
que  fundamental para quem fez a afirmao contida na frase. E a resposta  
longa: "que voc demonstre que  favorvel a que o contratem"- afinal,  isso que 
 fundamental para quem fez a afirmao. Como classificar o bloco? Na verdade o 
bloo todo funciona como sujeito da forma verbal , mas no pode dizer que tudo 
isso seja uma orao subordinada substantiva subjetiva, j que h no trecho tr6es 
oraes. Deve-se dizer que o ncleo do sujeito da forma verbal   a orao  " que 
voc demonstre", cujo verbo ( demonstre )  transitivodireto; seu objeto direto  " 
que  favorvel a que o contratem ", cujo ncleo  " que  favorvel ". O nome 
favorvel, por sua vez,  complementado pela orao " a que o contratem  ", 
orao subordinada substantiva completiva nominal. 

Voc pode achar isso tudo meio complicado, mas  necessrio ver a fundo como oraes 
subordinadas substantivas podem constituir unidades sinttico-semnticas. - fim do quadro.  
ATIVIDADES 

1. Transforme os termos destacados nos perodos seguintes em oraes 
subordinadas substantivas. Depois, compare a frase original com a frase que 
voc obteve, considerando dados como clareza, sntese, elegncia.
a) Pressenti (sua chegada).

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ORAES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
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b) O sucesso do proieto depende (do teu esforo).
c) Sou contrrio ( condenao do ru).
d) O importante  (a sobrevivncia da nossa emoo).
e) No preciso (de sua ajuda).
f) Anunciaram (a tua sada).
g) Lamento (vosso pouco interesse pelo projeto).

2. Classifique as  oraes  subordinadas substantivas destacadas nos perodos 
seguintes.
a) Ocorre (que o pas necessita da reforma agrria).
b) Comenta-se (que o pas necessita da reforma agrria).
c) Nao negue (que o pas necessita da reforma agrria).
d)  bvio (que o pas necessita da reforma agrria).
e) O fato  (que o pas necessita da reforma agrria).
f) Tenho certeza (de que o pas necessita da reforma agrria).
g) No se pode duvidar (de que o pas necessita da reforma agrria).
h) Fao uma afirmao : (que o pas necessita da reforma agrria).

3. Observe atentamente os dois perodos compostos seguintes e indique a 
diferena de sentido que h entre eles.
Diga se voc me quer. 
Diga que voc me quer.

4 PONTUAO DAS SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
A pontuao dos perodos compostos em que surgem oraes subordinadas 
substantivas segue os mesmos princpios que se adotam no perodo simples para 
as funes sintticas a que essas oraes equivalem:
- A vrgula no deve separar da orao principal as oraes subjetivas, objetivas 
diretas, objetivas indiretas, completivas nominais e predicativas - afinal, sujeitos, 
complementos verbais e nominais no so separados por vrgula dos termos a 
que se ligam. O mesmo critrio se aplica para o predicativo nos predicados 
nominais.
- A orao subordinada substantiva apositiva deve ser separada da orao princi-
pal por vrgula ou dos-pontos, exatamente como ocorre com o aposto:
O boato, de que o presidente renunciaria, espalhou-se rapidamente.
Imponho-lhe apenas uma tarefa: que administre bem o dinheiro pblico.


- nota da ledora: - quatro quadrinhos, na pgina : os quadrinhos, no teem em seus desenhos  nada que 
justifiquem o dilogo que se seguir, talvez porisso o ttulo dos quadrinhos seja Intuindo. No primeiro 
quadro aparece um corao, em uma tela e a seguinte mensagem: no meio do amor ele pergunta:- voc 
acha que eu tenho pouco msculo? - segundo quadrinho: um disco voador no espao, cheio de ET: - 
ela responde que no e pergunta, no terceito quadrinho, que parece ser uma chaleira no fogo: - voc 
acha que eu sou pelancuda?, no quarto quadrinho tem o desenho de um rolo de papel, aparentemente 
higinico, e: - ele responde que no. 


Em todos os quadrinhos acima, temos oraes subordinadas substantivas objetivas 
diretas. Todas, esto corretamente pontuadas: no h vrgulas separando-as das 
respectivas oraes principais. 



CAPTULO 22
ORAES SUBORDINADAS SUBSTANTIvAS
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- nota da ledora: quadrinho representando uma cidade espacial e o seguinte 
texto: - E concluem que o bom do amor  que ele no acha muito.
Para concluir, a pontuao se mantm corretssima nas duas substantivas finais: a 
objetiva direta e a predicativa.

ATIVIDADES 

Pontue adequadamente as frases seguintes. Leve em conta a possibilidade de 
no usar nenhum sinal de pontuao.
a) Sempre me pede que o auxilie que interceda em seu favor que faa as coisas 
por ele.
b) No duvido de que tudo possa ser resolvido por um simples aperto de mo.
c) Em sua cano "Imagine" Lennon manifestava um sonho que a humanidade 
vivesse em paz.
d) No surpreende constatar que muitos brasileiros ainda imaginam ser possvel 
resolver os graves problemas do pas com promessas demaggicas.
e)  "Existirmos a que ser que se destina?"
f) Quero apenas uma coisa que voc faa o que lhe convier.
g) No existe a menor possibilidade de que ele se interesse pelos problemas das 
classes menos favorecidas.
h) Informamos a todos os interessados que Jos Joaquim Xavier Sampaio de 
Andrade  funcionrio da Empresa Brasileira de Correios e Telgrafos desde 
1988.


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TEXTOS PARA ANLISE
Democracia e desamor

Sao Paulo  Sbado  tarde, Caracas, Venezuela: o taxista que me leva do 
aeroporto ao hotel faz um veemente discurso contra a democracia. Chega ao 
ponto de responsabilizar o sistema democrtico pelo contraste entre a imensa 
riqueza petrolfera do pas e a misria de uma fatia pondervel da populao (50% 
dos venezuelanos vivem hoje abaixo da chamada linha de pobreza).
Domingo de manh, Caracas: saio para comprar jornais e, no semforo da 
esquina, uma mulher, cuja roupa denuncia ser ela de classe mdia baixa, desanda 
a falar mal dos militares golpistas. Imagino que v me fazer recuperar a f no vigor 
do sentimento democrtico dos venezuelanos. Engano. Ela critica nos rebeldes 
no o fato de terem tentado um golpe, mas o de terem se rendido. "Faltam 
'huevos' a esse pessoal", diz, usando a gria em castelhano para o smbolo da 
virilidade.
Os puristas diro que a amostragem  insuficiente, o que  verdade, mas persiste 
o fato de que, nas ruas de Caracas, a democracia encontra raros defensores.  
desolador verificar que a democracia se tornou um ente mal-amado justamente no 
raro momento da histria latino-americana em que vigora na grande maioria dos 
pases do subcontinente.
Desolador, injustificvel, mas compreensvel. Enquanto o taxista fala mal da 
democracia, o carro serpenteia pelos morros de Caracas, nos quais se pendura 
um crescente nmero de "ranchitos", verso venezuelana (melhorada) das 
favelas brasileiras, olhando para os arranha-cus l embaixo, que simbolizam a 
opulncia da Venezuela chamada "saudita", formando um contraste to 
formidvel como o que existe no Rio de Janeiro.
A verdade  que a Amrica Latina dos anos 80-90 acabou dando razo pstuma 
aos marxistas quando diziam que a democracia era uma coisa formal (ou 
burguesa). Com ela, pode-se votar e ser votado, tem-se todo o direito de reunio e 
de expresso e todas as demais liberdades pblicas.
Falta demonstrar que a democracia  tambm capaz de permitir que as massas de 
marginalizados melhorem de vida. Sem essa prova, ela ser cada vez mais mal-
amada.

(ROSSI, Clvis,. ln: FoIha de S. Paulo, 2 dez. 1992.)

TRABALHANDO O TEXTO

1. Aponte as oraes subordinadas substantivas desenvolvidas presentes no 
segundo pargrafo e classifique-as.
2. " desolador verificar que a democracia se tornou um ente mal-amado..."
a) Qual o sujeito de ? 
b) Qual o objeto direto de verificar?
c) A passagem " desolador" exprime juzo de valor do autor do texto sobre o fato 
apresentado a seguir?
3. "A verdade  que a Amrica Latina dos anos 80-90 acabou dando razo 
pstuma aos marxistas..." 
"Falta demonstrar que a democracia  tam-
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ORAES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
422



bm capaz de permitir que as massas de marginalizados melhorem de vida."
a) Qual o predicativo de "A verdade"?
b) Qual o sujeito de "Falta demonstrar"?
c) Qual o objeto direto de demonstrar?
d) Qual o complemento do nome capaz?
e) Qual o objeto direto de permitir?
f) Qual a importncia das expresses "A verdade " e "Falta demonstrar" para a 
argumentao desenvolvida no texto?

4. O texto evidencia a relao entre os perodos compostos que participam das 
oraes subordinadas substantivas e os textos dissertativos? Comente.

5. Democracia  fundamental? Por qu?


Velho, s se for com gelo

Sao Paulo - Foi do dia para a noite. Assim mesmo, um estalo repentino. Sbito, o 
pas descobriu que tem velhos. Ou, por outra, lembrou-se de que os havia 
esquecido em depsitos absurdos, s vezes ftidos.
H os que, acometidos por variados tipos de molstias, da esclerose ao cncer, 
morrem, suprema ironia, de mortes to simples quanto banais. Ora a diarria, ora a 
desnutrio.
No filme de terror que estamos exibindo ao mundo nos ltimos meses, o Brasil 
muda freneticamente de semblante.
H poucos dias, tinha a cara dos mortos de Caruaru. Ganhou na cena seguinte a 
fisionomia dos corpos de Eldorado de Carajs.
Agora, o pas tem a cara dos velhos da Santa Genoveva (que nome para uma casa 
de horrores!). E o que h por trs dessa nova cara? J se disse que h escassez 
de verbas para a Sade. J se afirmou tambm que h pilantragem dos donos da 
clnica.
Mas faltou dizer o principal. Sim, faltou o essencial. Por trs de mais essa face 
triste de nossa realidade, h o descaso abjeto do Brasil por seus velhos.
Vivemos sob o ritmo da novidade, no embalo da pressa. Encontramos tempo para 
falar no celular, para ver a novela compacta da Globo, at para reformar uma 
Constituio que ainda engatinha. S no achamos tempo para os velhos.
E no se imagine que a chaga do abandono atazana apenas os velhos de famlias 
pobres ou remediadas. No, no. Tambm o velhote de famlia rica oscila, feito 
alma penada, entre a amargura e o abandono. A diferena  que, em vez de ser 
depositado nos corredores de uma clnica com nome de santa, ganha a 
companhia remunerada de enfermeiras.
No Brasil de hoje, embriagado com tantos problemas sociais, o nico velho que 
tem o seu valor reconhecido  o escocs de 12 anos. Os outros, ah, os outros. Ou 
jazem mortos, ou aguardam a sua vez.

(SOUZA, Josias de. In: Folha de S.PauIo, 10 jun. 1996.)
1. Qual  o objeto direto de descobriu (primeiro pargrafo)?
2. Qual  o objeto indireto de lembrou-se (primeiro pargrafo)?
3. Classifique a orao "que h escassez de verbas para a Sade" (quinto 
pargrafo).
4. Classifique a orao "que h pilantragem dos donos da clnica" (quinto 
pargrafo).

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5. Classifique a orao "que a chaga do abandono atazana apenas os velhos de 
famlias pobres ou remediadas" (oitavo pargrafo).
6. Classifique a orao "que (...) ganha a companhia remunerada de enfermeiras" 
(oitavo pargrafo).

7. O texto fala que o Brasil est "embriagado com tantos problemas sociais" e que 
"o nico velho que tem o seu valor reconhecido  o escocs de 12 anos". Que 
velho  esse? Comente, no deixando de relacionar esse velho com o termo 
(embriagado) e com o ttulo do texto.

QUESTES E TESTES DE VESTIBULARES

1(PUCSP)Em:
"Considerei, por fim, (que assim  o amor)..."
a orao destacada tem, em relao  orao no destacada:
a) valor de adjetivo e funo sinttica de predivativo do sujeito.
b) valor de advrbio e funo sinttica de adjunto adverbial de modo.
c) valor de substantivo e funo sinttica de objeto direto.
d) valor de substantivo e funo sinttica de sujeito.
e) valor de adjetivo e funo sinttica de adjunto adnominal.

2 (FEBASP) "Se para os clssicos a realidade era clssica, para os romnticos, 
romntica, supra-real para os surrealistas, econmica para os engajados  para 
Duras a realidade  subjetiva e fragmentada. Assim ela se liberta da necessidade 
de contar histrias e de uma certa concepo balzaquiana de romance, que  a 
concepo que vigora ainda em muitas praas e que, feliz ou infelizmente, tem 
mais livre curso." (O Estado de S. Paulo)
Considere o seguinte trecho: "Se para os clssicos a realidade era clssica, para 
os romnticos, romntica, supra-real para os surrealistas, econmica para os 
engajados - para Duras a realidade  subjetiva  "

No perodo acima  h:

a) um perodo composto de duas oraes, pois h apenas dois verbos.
b)um perodo simples de duas oraes, pois so oraes independentes entre si.
c) um perodo composto de cinco oraes, embora haja apenas dois verbos; os 
outros verbos, assim como os sujeitos, esto ocultos; ou seja, houve zeugma.
d) um perodo composto de duas oraes: uma condicional e uma coordenada 
assindtica.

3 (FUVEST-SP) "Anteontem aconteceu o que era inevitvel, mas nos encantou 
como se fosse inesperado: meu p de milho pendoou." (Rubem Braga)
A orao a que pertence o verbo encantar  introduzida pela conjuno mas, que a 
torna coordenada; por outro lado, o pronome relativo que faz dela uma 
subordinada. Como voc pode explicar essa dualidade?   

4 (VUNESP) "A concluso  a de que mais vale um pssaro na mo do que 
nenhum."
a) Como se poderia analisar sintaticamente a orao em que ocorre o verbo vale?
b) Descomplique o perodo acima, alterando-o de modo a evitar o uso do pronome 
a.

5 (PUCSP) Em relao ao trecho:
"...e no fim declarou-me (que eu tinha medo de que voc me esquecesse)",
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as oraes destacadas so, respectivamente:
a) subordinada substantiva objetiva indireta, subordinada substantiva objetiva 
direta.
b) subordinada substantiva predicativa, subordinada substantiva objetiva direta.
c) subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva completiva 
nominal.
d) subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva objetiva 
indireta.
e) subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva predicativa.

6 (FEBASP) "Seria temerrio afirmar que a melhor arte de So Paulo est hoje nos 
muros - cheios de grafites - e no na Bienal de Arte do Ibirapuera. Seria discutvel 
dizer que os artistas mais expressivos no esto nas galerias de arte da cidade - e 
sim exatamente nos mesmos muros enfeitados com os grafites...  bom, no 
entanto, no confundir grafite com pichao! Pichao, diriam todos,  tudo 
aquilo que emporcalha a cidade, do nome do poltico impresso na parede  piada 
de mau gosto ou  declarao de amor..." (Revista Veja)
Dos perodos retirados do texto, qual  aquele que no tem orao subordinada 
substantiva subjetiva?
a) "Seria temerrio afirmar que a melhor arte de So Paulo est hoje nos muros 
cheios de grafite..."
b) "Pichao, diriam todos,  tudo aquilo que emporcalha a cidade, do nome do 
poltico impresso na parede  piada de mau gosto ou  declarao de amor..."
c) "Seria discutvel dizer que os artistas mais expressivos no esto nas galerias 
de arte da cidade e sim exatamente nos muros enfeitados com grafite..."
d) " bom, no entanto, no confundir grafite com pichao..."

7 (UFRS) Substituir a orao destacada por um nome de sentido equivalente, 
efetuando as mudanas necessrias.
a) No importou, na poca, (que os inimigos de Nostradamus aprovassem ou no seus 
mtodos).
b) Notou-se perfeitamente (que a sua atitude foi audaz).

8 (UNIMEP-SP) Quatro alternativas a seguir contm oraes destacadas que 
desempenham a mesma funo. Assinale a alternativa que contm a orao que 
no exerce a mesma funo que as demais.
a)  conveniente (que voc estude mais).
b) Sua me quer (que voc v ao mercado). 
c) (Fazer a prova tranquilo)  importante.
d) Bastava (que voc lhe telefonasse ontem).
e) Seria necessrio (a inflao parar de subir).

9 (VUNESP) Classifique a orao destacada do perodo abaixo.
"Espantava-me (que um rato tivesse sido o meu contraponto)."

10 (UEL-PR) Ningum mais acreditava que ainda houvesse meios de salv-lo.
H, no perodo acima:
a) trs oraes subordinadas.
b) uma orao principal e uma subordinada. 
c) uma orao subordinada reduzida.
d) uma orao subordinada subjetiva.
e) uma orao subordinada objetiva indireta.

11 (UFV-MG) As oraes subordinadas substantivas que aparecem nos perodos 
abaixo so todas subjetivas, exceto:
a) Decidiu-se que o petrleo subiria de preo.
b)  muito bom que o homem, vez por outra, reflita sobre sua vida.
c) Ignoras quanto custou meu relgio?
d) Perguntou-se ao diretor quando seramos recebidos.
e) Convinha-nos que voc estivesse presente  reunio.

12 (UNICAMP-SP) Os computadores facilitam a reelaborao de textos, pois 
permitem, entre outras coisas, incluir e apagar trechos. A introduo dessa 
tecnologia na composio de jornais comeou a produzir um tipo especial de 
erro, devido provavelmente ao fato de que o autor se esquece de eliminar partes 
de verses anteriores, aps introduzir modi-

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ficaes. No trecho abaixo, por exemplo, h duas expresses de sentido 
equivalente, uma das quais deveria ter sido eliminada:
"Isso porque no  necessrio que nesse estgio o Planalto no precisa ainda 
apresentar sua defesa." (Folha de S. Paulo, 5 set. 1992.) a) Identifique as 
expresses de sentido equivalente que no podem, neste trecho, ser usadas 
simultaneamente.
b) Reescreva o trecho de duas maneiras, utilizando, a cada vez, apenas uma das 
expresses que voc identificou.

13 (FACCLBERO-SP) Qual a classificao sinttica da orao destacada?
" evidente (que ele no sabe)."

14 (FCMSCSP) A palavra se  conjuno subordinativa integrante (introduzindo 
orao subordinada substantiva objetiva direta) em qual das frases seguintes?
a) Ele se morria de cimes pelo patro.
b) A Federao arroga-se o direito de cancelar o jogo.
c) O aluno fez-se passar por doutor.
d) Precisa-se de pedreiros.
e) No sei se o vinho est bom.

15 (PUCSP) Assinale a alternativa cuja orao subordinada  substantiva 
predicativa.
a) Espero que venhas hoje.
b)O aluno que trabalha  bom.
c) Meu desejo  que te formes logo.
d) s to inteligente como teu pai.
e) n.d.a.

16 (PUCSP) Nos trechos "... no  impossvel que a notcia da morte me deixasse 
alguma tranquilidade, alvio, e um ou dois minutos de prazer" e "Digo-vos que as 
lgrimas eram verdadeiras", a palavra que est introduzindo, respectivamente, 
oraes:
a) subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva objetiva direta.
b) subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva objetiva 
direta.
c) subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva subjetiva.
d) subordinada substantiva completiva nominal, subordinada adjetiva explicativa.
e) subordinada adjetiva explicativa, subordinada substantiva predicativa.

17 (PUCSP) "Pode-se dizer (que a tarefa crtica  puramente formal)."
No texto acima, temos uma orao destacada que ... e um se que ....
a) substantiva objetiva direta, partcula apassivadora
b) substantiva predicativa, ndice de indeterminao do sujeito
c) relativa, pronome reflexivo
d) substantiva subjetiva, partcula apassivadora
e) adverbial consecutiva, ndice de indeterminao do sujeito

18 (FAAP-SP) Substitua por substantivos as oraes destacadas, fazendo as 
adaptaes necessrias.
Desejo (que vocs viajem bem e descansem bastante).

19 (FAAP-SP) "Assim nos encontrou nesta contemplao de Z Brs, com o doce 
aviso (de que estava na mesa a ceiazinha)." A orao destacada :
a) objetiva direta. 
b) objetiva indireta. 
c) completiva nominal.
d) subjetiva. 
e) predicativa.

20 (ACAFE-SC) No perodo: "No me parece bonito (que o nosso Bentinho ande 
metido nos cantos com a filha do Tartaruga..."), a orao destacada :
a) subordinada substantiva objetiva indireta.
b) subordinada substantiva objetiva direta.
c) subordinada substantiva subjetiva.
d) subordinada substantiva completiva nominal.
e) subordinada substantiva predicativa.

21 (PUCC-SP) Assinale o perodo em que a orao destacada  substantiva 
apositiva. 
a) No me disseram (onde moravas).
b) A rua (onde moras)  muito movimentada

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c) S me interessa saber uma coisa: (onde moras).
d) Morarei (onde moras).
e) n.d.a.

22 (FUVEST-SP) Indique o objeto direto do verbo destacado.
"(fui dizer)  minha me que a escrava  que estragara o doce..."
23 (FUVEST-SP) Dos termos destacados nas oraes que seguem, diga qual 
deles tem funo sinttica idntica a "Ser objeto do dio daquele homem" em 
"Tornara-se doloroso para mim ser objeto do dio daquele homem.".
a) "No seria conveniente (tramar toda aquela histria)."
b) "Dizia (ser ele homem de moral forte)."
c) "O pretexto era (sair daquele lugar incmodo)."

24 (UNIMAR-SP) A seguir esto exemplificadas trs oraes reduzidas de 
infinitivo:
I. Era preciso tirar a presso da gestante.
II. Deus o livre de ser logrado, ainda mais pela sogra!
III. "Por ser da minha terra  que sou nobre, por ser da minha gente  que sou 
rico."
Entre elas, tambm  substantiva:
a) a I apenas.
b) a II apenas.
c) a III apenas.
d) a I e a Il.
e) a I e a III.

25 (UFMG) D a funo sinttica dos termos destacados.
a) O criado e a ama, diziam, estavam l dentro (em interrogatrio).
b) Na hora de dormir foi que senti de verdade a ausncia (de minha me).
c) Pela minha cabea passavam, s pressas e truncados, (os sucessos do dia).
d) Sempre que estava comigo, era a me beijar, a (me) contar histrias.
e) Junto dela eu no sentia necessidade (dos meus brinquedos).
f) Sempre que perguntava a minha me (por que no me levava para o engenho), ela 
se desculpava com o emprego de meu pai.


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